Saint Martin (francêsSaint-MartinholandêsSint Maarten) é uma ilha no nordeste do Caribe a cerca de 300 km a leste de Puerto Rico. Fica a cerca de 2 horas de vôo de Miami ou da Cidade do Panamá. Tem cerca de 87 km2 e é dividida entre a França e a Holanda. O maior território (60%) fica do lado francês, mas o holandês tem a maior população. É uma das menores ilhas do mar dividido entre duas nações, uma divisão que datam de 1648.

A população total da ilha é de cerca de 90.000 habitantes, e se concentra muito nas duas capitais: Phillipsburg do lado holandês e Marigot do lado francês. A divisão entre os dois países é que torna esta pequena ilha tão especial e particular. No lado holandês se fala inglês e há uma mistura maior entre descendentes de escravos negros e europeus. Do lado francês, as placas estão em sua maioria escritas em francês, se fala francês, e há uma característica geral mais européia, inclusive na arquitetura da capital.

Não há a necessidade de vistos para brasileiros, nem em St Marteen, St Barth ou Anguilla. Apenas passaporte válido, com pelo menos 6 meses de validade.

Chegar à ilha pelo aeroporto internacional Princess Juliana, do lado holandês, já é uma experiência interessante. A pista principal fica encravada entre o mar e uma lagoa, e praticamente dentre da praia de Maho. Há dois restaurantes na praia, que ficam o dia todo cheios de turistas esperando os vôos, com os horários de chegada marcados diariamente em uma prancha de surf, que serve de referência para prepararmos as máquinas fotográficas. Há dois momentos fantásticos: quando pousam os enormes aviões vindos da Europa ou América do norte,que passam a poucos metros sobre a nossas cabeças, ou quando os mesmos se preparam na pista para a decolagem. Neste momento, quando as turbinas aceleram, literalmente areia, toalhas, bolsas, guarda-sóis e pessoas ( !!) são atiradas a distância dentro do mar. Existe uma placa que adverte do perigo de se ficar próximo, mas aparentemente já faz parte do cotidiano local estes pequenos “vôos”. Para se ter uma pequena idéia veja este link no youtube – http://www.youtube.com/watch?v=tzHLme6ISTQ&feature=related

A ilha é pequena, e a melhor coisa a se fazer é a locação de um carro. Apenas com a carteira de habilitação brasileira e um cartão de crédito internacional são suficientes para isso, e você ganha a facilidade de ir e vir entre todas as belas praias. E acredite, você vai querer isso. Ah, e o aluguel de um carro médio é menos da metade do que custa no Brasil e com câmbio automático. Em qualquer lugar se encontra um mapa da ilha com as principais rodovias e é muito fácil se localizar. Duas dicas: sim existe engarrafamento, principalmente nos horários tradicionais de rush, principalmente na capital holandesa e próximo a região do aeroporto em Simpsom Bay. Fique atento também aos horários de passagem de barcos na ponte sobre o canal da lagoa Simpson Bay. Neste momento a ponte se eleva e ocorrem filas em ambos os lados.

A dica de hotéis é fugir dos que recebem os turistas das grandes empresas, como a CVC por exemplo. Existem sites onde se pode pesquisar e encontrar relação custo-benefício fantásticas, especialmente o http://www.wiol.com/ e o http://www.cheapcaribbean.com. Encontram-se preços em determinados períodos e com antecedência com 30 a 40% de desconto por exemplo.

A ilha é uma área livre de impostos, então é literalmente um free-shop a céu aberto. Do lado holandês os preços estão normalmente em dólares, e raramente em florim. Do lado francês, em euros. Ambas as moedas são aceitas dos dois lados sem problemas. Também os cartões internacionais são largamente aceitos.

Capitais

Phillipsburg, a capital holandesa, localiza-se a cerca de 15 minutos de carro do aeroporto internacional, em uma bela baía de águas esverdeadas. Existem duas ruas principais, a Front Street e a Back Street, além da beira-mar, esta apenas para pedestres. Além de inúmeras lojas de roupas e souvenires, se encontra boas opções de lojas de eletrônicos, e restaurantes. È um lugar bastante agradável para andar em um final de tarde depois de passar o dia entre as praias. Há um grande porto comercial, onde os enormes navios de turismo que circulam pelo caribe atracam para passar o dia. Os restaurantes e bares têm uma característica mais americanizada, com Mc Donald´s, Burger King e KFC por exemplo.

Marigot é cercada por uma bela baía, e fica a cerca de 20 minutos em direção noroeste do aeroporto. Há uma pequena marina, cheia de veleiros e barcos, restaurantes e bistrôs, duas ou três ruas principais com lojinhas e acima em um penhasco, o forte de St Loius. Para um jantar, aqui seria o melhor local.

   Praias

Existem inúmeras, em ambos os lados da ilha. Pequenas, grandes, com faixas curtas ou largas de areia, cercada por falésias e até de nudismo. Todas elas possuem águas azuis turquesa ou esverdeadas, e praticamente todo o ano ficam em torno de 28 graus de temperatura. As praias que indico são:

– Cupecoy (holandês): a mais bela, com areia clara e uma bela falésia. De fácil acesso e como fica escondida, pode-se fazer o nudismo opcional.

– Maho (holandês): fica literalmente na pista de pouso do aeroporto internacional, e observar a chegada e partida dos aviões é um programa obrigatório.

– Oyster Pond (francês) – uma bela marina e água clarinha.

– Orient Bay (francês) – longa faixa de areia, vários bares e restaurantes, boa infra-estrutura.

Passeios na ilha e fora dela

 

Existem diversos passeios náuticos disponíveis na ilha, como por exemplo, passar o dia de barco em torno da mesma, encontrando praias desertas. Indico dois passeios, dependendo do tempo que você terá para desfrutar na região. As ilhas de Anguilla (território britânico) e Sain Barth/Saint Barthelemy (território francês) ficam há menos de uma hora de viagem e contam com praias ainda mais fantásticas. Há um passeio de catamarã de dia inteiro até a ilha de Prickles Pearl em Anguilla, onde se passa o dia e se almoça literalmente no paraíso. Nenhuma foto é capaz de descrever as nuances de cores entre o mar e a areia no local. Além disso, há próxima da costa uma área de recife de coral, onde se pode mergulhar com snorkel e se maravilhar com o mundo subaquático.

 

Já a ilha de St Barth pode ser visitada em um dia ou mais. Optei por sair de Phillipsburg no catamarã mais cedo pela manhã, e 40 minutos depois estava em Gustavia, sua capital. Aluguei um carro e passei o dia visitando as praias. Acabei me arrependendo de não passar pelo menos 1 dia lá, pois vi praias de sonhos, principalmente a Grand Cul de sac e a Petit Anse, onde há um albergue que certamente um dia irei me hospedar http://www.auberge-petite-anse.com/. Fiquei apenas imaginando como seria tomar o café da manhã ali.

 

 

É possível chegar também a St. Barth de avião pela air caribbean, e o aeroporto é outra idéia do que são loucos os pilotos pelo caribe … repare na posição e angulação do avião, a estrada e o carro ao lado, na foto abaixo. Ele quase está tocando no chão do barranco logo acima.

Uma semana passou muito rápido, mas foi mais uma daquelas viagens inesquecíveis.