Por volta de 6 000 a.C., a agricultura organizada surgiu no Vale do Nilo. Durante o neolítico, diversas culturas pré-dinásticas desenvolveram-se de maneira independente no Alto e no Baixo Egito, coexistindo de maneira separadas, mas com frequentes transações comerciais. Os primeiros exemplos de escrita rudimentar hieroglífica surgiu por volta de 3.200 A.C, próximo ao período onde o Rei Narmer unificou ambos o Alto e Baixo Nilo através de uma campanha militar vigorosa. Ele foi o primeiro de uma sequencia de dinastias de Faraós que governariam o antigo Egito por cerca de 3.000 anos, até a invasão dos persas em 343 A.C.

Mapa do antigo Egito

É impossível conhecer o Egito hoje sem se maravilhar com a grandeza de sua história. Mesmo que você não seja um profundo conhecedor de antiguidade ou de egiptologia, uma viagem a terra dos antigos Faraós fará você buscar ler todo o que possível for para compreender pelo menos um pouco de sua grande sociedade, e apenas vislumbrar como foram capazes de construir monumentos e templos mortuários que venceram os milênios.

templo de Hatchepsut, a rainha Faraó, em Luxor

Este será o primeiro de uma serie de posts que tentaram traduzir um pouco desta fascinante cultura, e do que vi e vivi em uma viagem de dez dias pelo Egito, desde Alexandria às margens do Mediterrâneo, até Abu Simbel, na fronteira com o Sudão. Recomendo uma viagem de no mínimo uma semana, para conhecer a fundo todos os aspectos destas diferentes localidades.

Templo de Ko-Ombo, próximo a Asswan

O melhor a fazer para uma viagem pelo Egito, principalmente por questões de segurança e para ter acesso a informações de sua história é contratar uma empresa de turismo. Descobri com meu guia local que todos os guias egípcios devem ter formação superior em turismo, já que este é a principal fonte de sua economia. Escolhi um pacote pela empresa canadense Gap Adventures (http://www.gadventures.com/). Não tive nenhum problema em toda a viagem, desde a compra do pacote até os passeios.

Interior de tumba mortuária no vale dos Reis

Pode-se chegar ao Cairo de várias formas, e muitos dos passeios feitos ao Egito por empresas maiores são de poucos dias apenas a região de seu entorno, incluindo o planalto de Giza. A maior parte das capitais ou grandes cidades européias tem vôos diretos para lá. Escolhi ir pela Emirates airlines, o que me fez poder incluir Dubai em meu roteiro (ver Post Dubai). O Egito não pede visto para brasileiros. O selo de imigração é comprado no próprio aeroporto de chegada.

a região do Cairo e o vale fértil do Nilo

o vale do Nilo e o deserto do Saara

Esta incrível jornada começa no Cairo. Hoje uma cidade com mais de 22 milhões de habitantes, com um transito caótico e um buzinaço infernal. Da janela do avião pude ver a enorme diferença que faz o vale do Nilo, separando as terras férteis verdes em seu entorno de um deserto amarelo-laranja sem fim.

a vista do avião na chegada ao Cairo, sobre o planalto de Giza

E além dos minaretes que cobrem a cidade, o planalto de Giza com suas três enormes pirâmides, testemunhas da história  de quase 4.500 anos a seus pés…

No próximo post conheceremos um pouco mais da vida e morte no antigo Egito e o início da construção das pirâmides.